A União Europeia (UE) atualizou sua lista de países que cumprem as regras contra o uso excessivo de antimicrobianos na pecuária e excluiu o Brasil. A partir de 3 de setembro, o país não poderá exportar carnes e outros produtos de origem animal para o bloco, a menos que comprove a conformidade com as normas sanitárias. A UE é o segundo maior mercado para as carnes brasileiras, atrás apenas da China. Em 2025, o bloco importou 368,1 mil toneladas de produtos, totalizando US$ 1,8 bilhão. A carne bovina foi o principal item, com US$ 1,048 bilhão em vendas, seguida pela carne de frango (US$ 762 milhões) e mel (US$ 6 milhões). A proibição visa antimicrobianos como virginiamicina e avoparcina, usados como promotores de crescimento. O Brasil pode retomar as exportações ao restringir legalmente esses medicamentos ou garantir a rastreabilidade dos produtos. Os ministérios da Agricultura, Comércio Exterior e Relações Exteriores afirmaram que buscarão reverter a decisão. O acordo Mercosul-UE, assinado recentemente, não está relacionado a essa medida, que é uma exigência sanitária independente.

Perspectiva de Mercado

O Nasdaq Composite pode enfrentar pressão de curto prazo devido a incertezas regulatórias globais. O ouro tende a se beneficiar como ativo de refúgio em meio a tensões comerciais. O Bitcoin pode oscilar, mas permanece sensível a mudanças na liquidez global.


Fonte: G1 Economia

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